Historial

Tudo começou no Carnaval de 1998, quando um grupo de adolescentes decide realizar as suas próprias festas de entrudo. Fomos pedir uma casa emprestada à Sra. Rosália Raposo, a quem carinhosamente chamávamos “Arlete”.Esta casa encontrava-se por cima da sua drogaria, local onde todos os anos via-mos as largadas de toiros pelas Festas do Barrete Verde e das Salinas. Com toda a sua simpatia emprestou-nos o seu primeiro andar na rua José André dos Santos (rua do Barrete Verde). Realizados esses “bailes” de Carnaval, surgiu-nos a ideia de formarmos uma tertúlia tauromáquica, devido ao gosto pela festa brava incuntido pelos mais velhos e bem enraizado nas nossas habituais brincadeiras.

No começo tínhamos apenas uma viola ,um xaile e um barrete com que decoramos humildemente a nossa primeira tertúlia sedeada, já no antigo lagar de azeite na Avenida D. Manuel I, que baptizámos com o nome de Tertúlia Tauromáquica de Alcochete . Aí ficamos apenas uns meses, porque logo nos mudamos para uma casa emprestada no “monte novo”  pelo sr. João Costa Godinho .

Numa tarde de Verão, durante as obras de pintura da tertúlia apareceu-nos a sra Ana Pardal perguntando os que estávamos a fazer e, logo respondemos que estávamos a preparar a nossa tertúlia para as tão ansiadas Festas do Barrete Verde e das Salinas. Com isto, disse-nos que tinha uma casa com melhores condições onde podíamos passar as festas… desde logo aceitamos. Essa casa ficava num dos becos mais tradicionais de Alcochete, os famosos Becos das Barrocas. Aí ficamos até ao fim das festas desse ano.

No ano seguinte(1999), para desespero nosso não encontramos uma casa para a sede da nossa tertúlia, mas não desistimos. No ano seguinte, o Nuno (“bertinho”) conseguiu um local na rua João Gonçalves onde ficamos durante cerca de três meses. Neste período a tertúlia volta a mudar de nome, e passa a Real Tertúlia “El Toro Bravo”. Esta nomeclatura deve-se essencialmente a convicções monárquico-castellanas que vivemos nesse tempo.

Depois tivemos de sair, e fomos para o Largo do Troino para uma casa emprestada pela sra. Gracinda Vieira, onde tivemos o principio do Verão do ano 2000. Sim, porque o resto desse Verão  fomos para outra casa situada no Largo da Cova da Moura onde ficamos até ao fim de Outubro.

 Já nos chamavam “Nómadas”, sempre de casa em casa…

Foi então que  mudámo-nos, outra vez, para o mesmo Largo do Troino mas para uma outra casa emprestada pela sra Leonor Carraça, mãe da Marta (“Txutxa”), e aí surgiu o actual Clube Taurino de Alcochete, nome que nos identifica até hoje. Mas não ficámos por aí, e lá mudámos de sítio outra vez…Próxima paragem! Rua do Vilarinho nos tradicionais “becos das barrocas”.Era uma casa que necessitava urgentemente de obras, mas como o dinheiro não abundava e sempre gostámos de fazer as coisas pelas nossas mãos, arranjámos e decorámos mesmo a tempo das Festas do Barrete Verde e das Salinas de 2003.

Os anos passaram e o desejo de nos constituirmos como associação foi tendo mais força. Várias foram as iniciativas para conseguir o montante necessário para a realização da escritura e de toda a borucracia consequente. É de notar, que a faixa etária nesta altura, rondava os 16 e os 18 anos, e como tal mais de 90% destes, eram estudantes e sem rendimento próprio. E como seria de esperar, queríamos ser nós, com o nossos trabalho a conseguir essa importância! Eis que chegou o dia 16 de Novembro de 2005, dia em que foi assinada a escritura e que passámos a ser reconhecidos como associação.

No ano de 2008, comemorámos o X Aniversário do clube, onde várias foram as actividades desenvolvidas com vista à promoção do mesmo. Mudámos de sede, para um imóvel maior para podermos albergar o números de sócios que viria a aumentar entretanto.

Esta história que vivemos, e que acreditamos ser um exemplo de empreendorismo juvenil, deixa-nos extramente orgulhosos e com o sentido de responsabilidade para com as gerações vindouras que queiram continuar este sonho que um dia tivemos!

Esperando nunca ter que concluir esta história, e com a ajuda de Nossa Senhora da Conceição…

“…Se algum dia isto acabar,

Não vou esquecer o que aqui vivi,

Vai-me ficar pr’a minha vida inteira,

O que aqui nesta casa eu aprendi !”